EXPERIÊNCIAS PESSOAIS
Minha primeira semana (re)aprendendo francês: travei e foi um desastre?
Neste artigo
Voltei ao francês e travei: enferrujado, quase zero. O método que estou usando — shadowing, meta de 500–1000 palavras e gênero das palavras — rumo ao CLB 7.
Cara, vou ser honesto com você: essa primeira semana voltando ao francês foi uma montanha-russa de emoções. Travei feio no começo, senti meu francês bem enferrujado e em vários momentos achei que não lembrava quase nada. Meu problema é específico: não quero recomeçar do zero igual iniciante, mas também não dá pra pegar de onde parei, porque eu esqueci coisa demais. Ao mesmo tempo, já senti uma evoluída — entendo um pouquinho melhor do que entendia antes. É isso que ninguém mostra: o reaprender também apanha.
Por que minha primeira semana de francês foi um desastre?
Foi um desastre porque eu travei logo no começo e senti o francês enferrujado — apanhei pra voltar aos vocabulários principais. O problema não é nem falta de estudo: é que eu estou num limbo. Não quero começar pelo começo como iniciante, mas não consigo pegar de onde parei sem perder coisa demais, porque quase não lembro nada. Mesmo assim, já dá pra sentir que voltou um pouco — eu desenrolo melhor do que antes.
Os meus dois calcanhares de Aquiles ficaram claros nessa semana: escrita e fala. Leitura e compreensão eu recupero mais rápido; produzir é o que dói. Por isso o plano não é só “estudar mais”, é atacar fala e escrita de frente.
Como estou estudando francês na prática?
Estou montando o estudo em camadas. Assisti bastante a um dos canais que já tinha recomendado, o French Time, e fiz a playlist básica inteira — agora só revisando. Uso um blog de francês pra revisar pelo celular, porque já vem com as lições organizadas e o foco ali são os testes, ótimos pra fixar o que vi na semana. E estou agendando aulas particulares, porque chega um ponto que sozinho não desentrava.
A peça central é o shadowing: você fala junto com a pessoa, simultaneamente, imitando o que ela diz. Eu pego qualquer coisa em francês no YouTube — um show de TV, rádio, música — e vou repetindo. No começo não falo a frase inteira, só pedaços, porque ainda estou aprendendo. É o melhor exercício de todos pra voz, sotaque e accent.
Por que ouvir vários canais e não só um?
Porque cada canal te ensina o básico de um ângulo diferente, e ver de vários ângulos consolida muito melhor. A minha recomendação concreta é seguir uns cinco ou seis canais diferentes de francês — não ficar preso num só. O francês é uma língua muito falada, então você tem que prestar atenção em som: eles têm, por exemplo, quatro tipos de “e”, com diferenciações que só pegam no ouvido depois de muita exposição.
Cada fonte cobre uma lacuna. Um canal explica gramática melhor, outro tem áudio mais limpo pro shadowing, outro foca vocabulário do dia a dia. Misturar é o que evita que você decore o jeito de uma única pessoa falar e trave quando ouve outra.
Quantas palavras eu preciso aprender pra destravar?
A meta é chegar nas 500 a 1000 palavras o mais rápido possível — esse é o número que eles citam, e quando você bate isso evolui bastante. Mas o pulo do gato não é decorar palavra solta: é aprender a palavra dentro de uma frase. Se eu já sei a frase, eu fixo várias palavras de uma vez e ainda pego o contexto. Palavra isolada entra e sai da cabeça; frase gruda.
Por isso eu aprendo coisas que gosto — show, assunto que me interessa — porque o contexto familiar ajuda a decorar. E começo a ler e escrever em paralelo: leio um pouco antes de dormir no meu Kindle e durante o dia pra enriquecer vocabulário, e depois parto pra escrever, que é onde eu mais apanho.
O que é mais difícil: o gênero das palavras ou o tempo verbal?
Os dois me pegam, mas o gênero (masculino e feminino) é traiçoeiro porque você só erra na hora de falar. Você nunca fala voiture sozinho — fala la voiture, que é “o carro” (feminino em francês). Garagem não é la garage, é le garage. Se você decorou só voiture ou só garage, na hora de montar a frase você erra o artigo. Por isso eu aprendo o substantivo já com o gênero colado.
Depois vem o tempo verbal, que pra mim é uma das partes mais difíceis. Meu plano agora é justamente focar nisso: começar pelo presente e ir enriquecendo. Atacar gênero e tempo verbal de frente é o que separa “entender francês” de “conseguir falar francês”.
Quando dá pra sentir que o francês voltou?
Não dá um número exato, mas já na primeira semana eu senti dois sinais: entendo um pouquinho melhor do que entendia antes e consigo desenrolar um pouco mais rápido. O travamento do início foi assustador, mas faz parte de tirar a ferrugem — não é o seu nível real, é o desuso. A diferença entre estar travado e ter regredido é exatamente essa: o que voltou veio rápido.
A honestidade aqui importa porque eu estou nessa com você. O objetivo declarado é o CLB 7 — é pra lá que estou indo, e estou documentando o caminho real, inclusive os dias em que apanho. Se você está começando agora pra imigrar, ou voltando pro Brasil, a primeira semana ruim não é sinal de que você não consegue.
Perguntas frequentes
O que é shadowing e como eu faço?
Quantas palavras de francês preciso aprender primeiro?
Por que preciso aprender o gênero das palavras em francês?
Quantos canais de francês devo seguir no YouTube?
É normal travar quando volto a estudar francês depois de um tempo?
Fontes
- Canal MorarFora no YouTube — “Primeira Semana no francês foi um desastre?” (18 de maio de 2026): https://www.youtube.com/watch?v=GoR7Bszopqc
Este relato é a minha experiência pessoal da primeira semana retomando o francês rumo ao CLB 7. Estou documentando o processo e construindo conteúdo mais aprofundado de mercado de trabalho e dados para recém-chegados.
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