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Oi. Somos a gente.

Eu sou o Caio. Brasileiro, analista de dados, vivendo em Vancouver desde setembro de 2024 — depois de sete anos navegando o processo de imigração canadense, errando, recomeçando, e anotando tudo aqui pra quem vem atrás.

Sobre o MorarFora

CV honesto

O que deu certo e o que deu errado, sem reescrever a história. Cada linha é um marco real do caminho — não dica genérica, não vitrine.

O que deu certo

  • 2022

    Casei com a Clara em 18 de dezembro — o "Plan B, C, D" virou um plano só, feito a dois.

  • 2024

    Cheguei em Vancouver em 3 de setembro com visto de estudante, depois de 7 anos batendo na porta do Canadá.

  • 2024

    Primeiro emprego canadense uma semana depois de pousar — demolição em construção civil, $23/hora. Não era o plano, mas pagava o aluguel.

  • 2025

    Banana Republic ($17,50/h) → Tumi ($18/h): cada turno no varejo virou linha de "experiência canadense" no currículo.

  • 2026

    Contratado como analista de dados numa startup de IA em Vancouver — voltei pra minha área depois de meses dobrando camiseta.

  • 2026

    Lancei o MorarFora pra documentar o processo em PT-BR, sem vender sonho e sem fazer consultoria fora do escopo legal.

O que deu errado

  • 2018

    3 vistos negados antes de eu acertar a estratégia — 2 americanos, 1 canadense. Cada "refused" me ensinou o que o oficial realmente lê na carta de motivação.

  • 2024

    Larguei a demolição na primeira oferta de "data analyst" que apareceu — era golpe. Quem percebeu foi a Clara, não eu. Eu tava cego de vontade de voltar pra minha área.

  • 2024

    Eu e a Clara mandamos mais de 500 aplicações cada um, em 5-6 versões diferentes de currículo. A maior parte voltou sem resposta — descobri na marra que LinkedIn em PT-BR não conversa com ATS canadense.

  • 2025

    Dezembro foi o fundo do poço — quase voltei pro Brasil. Aluguel de $1.500, salário de varejo, e a sensação de que "minha área" tinha ficado no Brasil. Quem segurou foi a fé e a Clara, nessa ordem.

  • 2026

    Subestimei o francês — entrei achando que "intermediário" do CV brasileiro bastava pra Francophone Mobility. NCLC me corrigiu rápido: vocabulário técnico de imigração não é o mesmo que conversa de viagem.

As perguntas que a gente NÃO responde

Toda recusa vem com motivo. A gente não bloqueia — a gente explica onde o limite está e por quê.

Posso te mandar meu caso e você diz se vou conseguir o PR?

Não. Análise de caso individual é trabalho de RCIC — consultor regulamentado pelo CICC. Eu não sou RCIC, e dar parecer fora desse escopo é ilegal no Canadá. O que a gente faz aqui é informação geral.

Você pode revisar minha tradução juramentada / formulário antes de eu enviar?

Não. Documento que vai pro IRCC é responsabilidade do tradutor juramentado (ou do RCIC que assinou o caso). Se eu olhar e errar, quem paga é você.

Vale a pena eu sair do Brasil agora pra ir pro Canadá?

Não respondemos. Decisão de migrar envolve família, carreira, fé, timing — coisas que só você conhece. A gente compartilha o que aprendeu; a escolha fica com você e quem mora com você.

Quanto eu preciso ter na conta pra começar?

Não respondemos com número fechado. O custo depende de cidade, tamanho de família, tipo de visto, e da sua tolerância a aperto. A gente publica o comparador de custo de vida em /comparar-cidades/ — use ele com seus números.

Você indica algum consultor de imigração?

Não. Indicação tem peso de responsabilidade — se o profissional erra, a gente entra na conta. Verifique no registro público do CICC (college-ic.ca) e converse com mais de um antes de assinar.

Sobre o autor